Lebre da Patagónia



Classe: Mamíferos
Ordem:
Rodentia
Família: Caviidae
Nome Científico:
Dolichotis patagonum
Longevidade: Desconhecida
Dimensões:
0,69-0,75 m de comprimento
4-5 cm m cauda
Alimentação: Qualquer vegetação, preferindo erva e pasto.
Habitat: As lebres da patagónia preferem pastos áridos com bastante espaço aberto.
Distribuição Geográfica: Pampas do centro e sul da Argentina.
Reprodução: As lebres da patagónia têm um sistema reprodutivo não muito vulgar, especialmente em mamíferos. Monogamicas durante toda a vida, um casal reproduz-se 3 a 4 vezes por ano, entre o Inverno e a Primavera, quando a fêmea inicia o seu cio muito curto. As ninhadas, entre 1-3 crias, nascem após um período de gestação de 3 mêses. As crias são muito desenvolvidas quando nascem. O parto tem lugar dentro de tocas abandonadas por outros animais, onde permanecem entre 15 a 30 dias, sob o cuidado da progenitora que as visita várias vezes ao longo do dia para as amamentar. As crias atingem a maturidade sexual aos 2-3 meses ( fêmeas ) e 6 meses os machos.
Comportamento: As lebres da patagónia deslocam-se e pastam aos pares, sendo activas durante quase todo o dia. O seu território pode atingir cerca de 40 ha. O macho persegue sempre a fêmea, protegendo-a de machos rivais e predadores. Não são animais muito territoriais mas os machos evidenciam uma hierarquia dominante. As lebres da patagónia têm hábitos diurnos e são excelentes saltadores e corredores, podendo atingir os 45km por hora, já que as patas finas e longas se adaptam perfeitamente à corrida e à fuga. As patas posteriores têm 3 dedos com garras grossas e as anteriores têm 4 dedos com garras afiadas.
Geral: Embora as lebres da patagónia passem a maior parte do tempo em casais, por vezes deslocam-se em grandes grupos de mais de 70 animais para lagos de água fresca evaporada onde existem grandes recursos alimentares.
Estatuto de conservação e factores de ameaça: A competição com a lebre Europeia ( Lepus capensis ) que foi introduzida, pelo Homem, no seu habitat e a destruição da floresta, são as principais causas que levaram o UICN a considerar a lebre da patagónia uma espécie em baixo risco/quase ameaçada.

© Parque Zoológico de Lagos, 2003