Íbis Sagrado



Classe: Aves
Ordem:
Ciconiiformes
Família: Threskiornithidae
Nome Científico:
Threskiornis aethiopica
Longevidade: 10 a 12 anos
Dimensões:
75 cm
Alimentação: Caracóis, rãs e insectos aquáticos. Também é conhecido por se alimentar de ovos e crias de outras aves assim como insectos em terreno sêco.
Habitat: Lagos, terreno aberto, terrenos agrícolas inundados e lagoas costeiras.
Distribuição Geográfica: Africa e Madagascar. Hoje em dia é raramente observado no Egipto mas comum em Africa a sul do Sahara.
Reprodução: Os Ibis sagrados nidificam colonialmente em árvores e arbustros perto de água juntamente com outras espécies aquáticas. Vários casais constroem os ninhos adjacentes ao mesmo tempo. Cada um dos membros do casal protege o ninho defendendo as crias até elas terem idade de se proteger. O ninho é construído com paus, plantas e outros tipos de material semelhante. A postura é composta por cerca de 5 ovos. Ambos os progenitores alimentam as crias por regurgitação. As crias são alimentadas pelos progenitores até já estarem afastadas do ninho.
Comportamento: É uma ave gregária, vivendo, deslocando-se e reproduzindo em grupos. Quando voam mantêm o pescoço esticado com as longas pernas semi caídas e formando linhas de voo diagonais. É uma ave muito calma e os sons emitidos são grunhidos muito baixos apenas nos locais de nidificação.
Geral: O Ibis sagrado foi uma ave venerada no antigo Egipto. Os anciãos acreditavam que o Deus Thoth aparecia na Terra sob a forma de um Ibis sagrado. Thoth, foi o inventor da escrita e medidor do tempo que simbolizava sabedoria e conhecimento. Os Ibis estavam gravados em muitos murais e muitos especimens encontrados mumificados. Mais de 1.5 milhares de aves foram encontradas num grupo de tumulos. Herodotus, o historiador e viajante Grego escreveu no Séc. V que a morte secular destas aves, intencional ou não era punível sob pena de morte.
Estatuto de conservação e factores de ameaça: Não ameaçada.

© Parque Zoológico de Lagos, 2009