Grou Coroado



Classe: Aves
Ordem:
Gruiformes
Família: Gruidae
Nome Científico:
Balearica regulorum
Longevidade: Mais de 30 anos.
Dimensões:
110 a 130 cm
Alimentação: Insectos, pequenos vertebrados, tais como, rãs, cobras, lagartos e roedores, rebentos verdes, sementes e bagas.
Habitat: Locais com muita erva nas proximidades de lagos e rios.
Distribuição Geográfica: Uganda, Sul do Qùénia, Norte do Zimbabwe, Norte de Moçambique, Angola, Namíbia e África do Sul.
Reprodução: Os Grous Coroados, geralmente nidificam perto de água, sendo o ninho, uma plataforma de ramos e juncos em águas pouco profundas, numa ilhota ou abrigado na margem.
Não existe dimorfismo sexual e são aves monogâmicas. A côrte nupcial consiste em danças muito elaboradas e o casal defende um largo território de reprodução, em terras de pasto ou em terrenos húmidos. A postura é composta por 2 a 4 ovos os quais eclodem ao fim de 29-31 dias. Ambos os sexos participam na incubação e nos cuidados parentais alternadamente. Frequentemente usam o ninho de anos anteriores, limitando-se a completá-lo.
Comportamento: Os Grous Coroados frequentam zonas húmidas mas também terrenos de pasto, sendo a única espécie de Grous a alimentar-se e empoleirar-se em árvores. O Grou Coroado não é uma ave migratória, fazendo apenas movimentos sazonais em busca de alimento. Fora do período de nidificação, vive em bandos e por vezes em sociedade com outros animais.
Geral: Em muitas zonas de África o Grou Coroado é considerado uma ave sagrada e o seu significado cultural fez com que seja protegida localmente. O Grou Coroado é a ave nacional do Uganda. Esta espécie é considerada os fósseis vivos da família dos Grous porque conseguiram sobreviver à Idade do Gêlo nas savanas de África.
Estatuto de conservação e factores de ameaça: Os Grous Coroados sempre coexistiram com as pessoas mas a sua população diminuíu na última década, principalmente devido à destruição dos seus habitats, resultado do aumento da população humana e consequentemente as alterações no uso dos terrenos, principalmente devido à agricultura. A perca ou deteriorização das zonas húmidas é outra causa devido à falta de zonas de nidificação. Outros factores de ameaça da espécie são desflorestação, pesticidas usados na agricultura, captura para domesticação e exportação.

© Parque Zoológico de Lagos, 2003