Catatua das Molucas



Classe: Aves
Ordem:
Psittaciformes
Família: Psitacidae
Nome Científico:
Cacatua moluccensis
Longevidade: Cerca de 50 anos
Dimensões:
52 cm
Alimentação: Sementes, frutos, insectos e suas larvas.
Habitat: Florestas de baixa altitude e encostas de montanha arborizadas.
Distribuição Geográfica: Sul das ilhas Molucas na Indonésia.
Reprodução: Nidificam em buracos de árvores altas, forrando o ninho com lascas de madeira. Pensa-se que ficam com o mesmo par a vida toda. A postura é de 2-3 ovos com um período de incubação que dura cerca de 25-30 dias. Ambos os progenitores incubam os ovos. Os juvenis são independentes dos pais aos 3 meses de idade.
Comportamento: Durante a época de acasalamento andam sozinhos ou em pares. Fora da estação reprodutiva as catatuas juntam-se em bandos até 16 indivíduos. É provável que estes grupos fossem maiores quando a espécie não estava tão ameaçada.
Os casais mantêm-se juntos e ocasionalmente limpam e cuidam das penas um do outro.
A catatua produz um chamamento que se caracteriza por um grito muito alto e trémulo seguido dum som agudo que pode ser ouvido a uma grande distância. Para além disso, emitem um assobio de ameaça usualmente acompanhado pelas penas erectas da poupa, a cauda aberta e um movimento balanceado do corpo.
O seu voo consiste num rápido bater de asas seguido por um longo deslizar. Preferem pousar nas árvores mais altas.

Geral: Estas aves têm penas brancas com tonalidades rosa claro. A poupa branca tem penas inferiores de cor salmão. O dimorfismo sexual é quase inexistente, para se distinguir o macho da fêmea é necessário observar a íris. O macho tem uma íris de cor preta enquanto a da fêmea é de cor vermelha-acastanhada.
Na Indonésia são consideradas pragas das plantações de coco e campos de cereais.
São aves muito populares como animais de estimação por serem muito inteligentes e terem a capacidade de imitar a voz humana e outros sons.
Pesa entre 750 g e um 1 kg.
Estatuto de conservação e factores de ameaça: As principais ameaças desta espécie são a destruição do habitat, especialmente para lenha, e captura intensiva para o comércio de animais de estimação. A evidência de que os níveis de captura desta espécie não eram sustentáveis e que a população destes animais estava em declínio levou à interdição total da sua captura e venda, pela CITES (Convenção Internacional do Comércio de Espécies Ameaçadas) em 1989. Para além disso, muitas organizações estão a tentar educar a população local, mostrando os benefícios de preservar as catatuas. A longo prazo, o turismo será muito mais lucrativo do que a captura dos animais. Por ser uma espécie criticamente ameaçada no estado selvagem está no Apêndice I do CITES.

© Parque Zoológico de Lagos, 2009